quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

INFORME

Em Poços de Caldas (MG), no próximo sábado, estará acontecendo uma manifestação pela paz em solidariedade à Palestina, em frente ao Unibanco, na Rua Assis Figueiredo (principal rua da cidade), entre às 10h00min da manhã até às 19h00min.

Durante o ato estarão sendo exibidas, em dois cartazes, imagens da Palestina, tanto as que mostram seus principais pontos turísticos como as que mostram os horrores sofridos pelo povo palestino em consequência do belicismo israelense.

Também serão recolhidas assinaturas em um abaixo-assinado pedindo o reconhecimento da existência do Estado Palestino livre e soberano, assim como a não implantação do Tratado de Livre Comércio entre Israel e Mercosul.

Apóiam e organizam o ato público:

SITIAL - SINDTÊXTIL - PT - PSB - PCB - PCdoB - UJS - ACJC.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

sábado, 24 de janeiro de 2009

BARACK OBAMA E OS CINCO PATRIOTAS CUBANOS

Após a posse do presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, no último dia 20, o mundo já assistiu a tomada de atitudes suas que vão ao encontro daquilo prometido em campanha eleitoral: a retirada das tropas do Iraque e o fechamento da base de Guantanamo. Entretanto, um caso muito polêmico, porém de não menor importância, e quase nunca tratado pela grande mídia, tem na eleição do primeiro presidente negro dos EUA um fio de esperança, talvez o último.

Talvez o divisor de águas das relações Cuba x EUA não tenha sido o triunfo da revolução cubana em 1959, mas sim a declaração de Fidel Castro, em 1961, de que a partir dali em diante os princípios da revolução estariam embasados no marxismo e no leninismo. Em tempos de Guerra Fria, soou muito mal para o maior império da história da humanidade, o que se refletiu nas palavras de John Kennedy, ao dizer que nada havia contra a revolução cubana, a não ser sua entrega aos comunistas. Começava então a rivalidade entre Cuba e EUA.

Os defensores daquilo que Cuba era antes da revolução encontraram em Miami seu refúgio e com apoio da CIA mais o do governo estadunidense passaram a se estruturar para tentarem derrubar o socialismo, vindo então a surgir organizações terroristas arquitetadas pela máfia da mesma cidade onde se "refugiaram". Diga-se de passagem, a máfia daqueles que se acham cubanos apoiou o candidato republicano à Casa Branca, John McCain.

Com o passar do tempo, chegamos ao ano de 1998, quando no dia 12 de setembro os cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Réné González foram presos pela polícia estadunidense sob a alegação de que estariam deflagrando ações terroristas naquele país, sendo que na verdade ocorre o contrário da alegação ianque. Eles estavam em território inimigo monitorando ações terroristas da máfia de Miami para evitar que acontecessem mortes de cidadãos cubanos. Em suma, trabalhavam em defesa da vida humana.

Após a prisão, responderam processos sob julgamentos suspeitos, nos quais foram condenados a penas draconianas, como por exemplo duas prisões perpétuas mais alguns anos, caso de um deles. Por essas e outras, a tamanha injustiça cometida contra aqueles que ficaram conhecidos como os cinco patriotas cubanos presos pelo império estadunidense culminou na mais abrangente solidariedade ao redor do mundo por suas liberdades.

Enquanto isso, um verdadeiro terrorista, Posada Carriles, responsável por explodir um avião da Cubana de Aviación em 1976, com 73 passageiros, além de um atentado a bomba em Havana, no ano de 1997, que matou um turista italiano, a essas horas caminha tranquilamente pelas ruas de Miami.

2009 já seria um ano decisivo para a questão dos cinco patriotas cubanos em virtude do julgamento que será realizado pela Corte de Atlanta, no sentido de apelarem para a instância jurídica restante, salvo engano. Todavia, tratando-se de um julgamento suspeito de uma prisão política, a atuação do recém-empossado presidente dos EUA, Barack Obama, pode ser decisiva para que o caso tenha um desfecho favorável à liberdade dos cinco.

Um dos motivos da eleição de Obama foi sua proposta significar a mudança da postura estadunidense frente ao mundo e conseqüentemente em relação a Cuba, devido às particularidades existentes na turbulenta relação entre os dois países. Independente de quais sejam os meios formais e os aparatos legais, Barack Obama tem a chance de pelo menos tentar inaugurar uma nova fase na relação entre Cuba e EUA caso se posicione a favor da liberdade dos cinco e faça o necessário para que eles voltem para seu país e suas famílias, o que não é nenhuma pretensão dizer que assim esperam as mais diversas organizações de solidariedade a estes pariotas cubanos mundo afora.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

sábado, 17 de janeiro de 2009

A PALESTINA ESTÁ SANGRANDO

Por Nizar El-Khatib
Representante da Comunidade Árabe

Meu Deus, faça com que não matem mais as nossas crianças!

Este é o Grito desesperado das mães Palestinas, vendo o exército criminoso de Israel, metralhando crianças e bombardeando escolas e abrigos.

Os Crimes Humanitários que Israel está cometendo há 61 anos na Palestina, não dá mais para suportar.

Estamos assistindo todos os dias as famílias inteiras sendo mortas pelo poderoso exército de Israel.

Deus não permitirá que quem comete estes crimes tenham um bom lugar.

A imprensa internacional foi impedida de entrar em Gaza. Por que?

A resposta todos sabem: os israelenses estão executando um GENOCÍDIO com a população Palestina. Assassinam mulheres, crianças, velhos, destroem escolas e abrigos. É o Demônio solto, matando inocentes. É a verdadeira cara do Estado Sionista de Israel. Infelizmente, o apoio dos EUA a Israel é total; nesta semana estão enviando 26 mil toneladas de armas a Israel, mostrando que os EUA vivem do belicismo.

Há 61 anos, desde que a ONU (em 1947) dividiu a Palestina em 2 países, o estado Sionista de Israel está massacrando a população Palestina com violência infernal.

É fundamental saber que existem 2 Estados: Palestina e Israel, porém o estado Sionista de Israel, invadiu a Palestina e transformou a sua população em prisioneiros.

A pergunta é: Aonde está a PALESTINA ?

Israel construiu um MURO de 750 km. Um MURO, dividindo as terras Palestinas, as famílias, as aldeias, as cidades.

Construíram 1.500 CHEK POINTS, onde todo cidadão Palestino é barrado, mesmo indo ao trabalho diário. Mulheres grávidas, muitas vezes são impedidas de serem atendidas e dão a luz nos Chek Points.

Israel, a cada dia invade as terras Palestinas e constrói colônias judaicas, desrespeitando todos os acordos assinados.

Os Estado Sionista de Israel, transformou a PALESTINA numa verdadeira PRISÃO, onde as pessoas são humilhadas, torturadas e mortas.

Neste início de ano, quando o mundo deseja a PAZ para toda a humanidade, Israel comete estes crimes e não permite que a imprensa internacional possa registrar os acontecimentos.

Todos os países denunciam a invasão da PALESTINA na faixa de Gaza.

Passeatas a favor da PAZ e à Retirada imediata do exército de Israel das terras Palestinas, são realizadas diariamente em todo o mundo.

O nosso Presidente Lula, fez um pronunciamento importante, denunciando a invasão israelense e dizendo que a ONU é inoperante nos momentos que mais o mundo precisa da sua atuação para a PAZ.

O Ministro Celso Amorim, está hoje no Oriente Médio, fazendo esforços para que haja um cessar fogo e que Israel respeite as resoluções da ONU e os pedidos de todos os países, e pare de massacrar a população Palestina e também para proteger muitos Brasileiros que vivem lá.

Se desejamos um mundo de PAZ, é necessário que a PALESTINA seja LIVRE e INDEPENDENTE, onde as suas crianças, possam crescer e ter uma vida digna, onde as pessoas possam comemorar as conquistas culturais, a sua música, os seus costumes e a sua história.

VIVA A PALESTINA!

PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

HOLOCAUSTO PALESTINO: A MAIS TRISTE REALIDADE

Novamente o poderio militar de um exército covarde assola a Faixa da Gaza. Por mais comum que seja o lugar, é a batalha do mais alto grau do aparato tecnológico militar contra atiradores de pedra. Conflito esse de raízes históricas e de uma concepção devastadora de mundo.

O fundamento dos recentes ataques israelenses não se encontra na resposta a ataques palestinos com mísseis Qassam, mas sim no sionismo. Tal doutrina defende a idéia de que o anti-semitismo só seria abolido caso os judeus se estabelecessem em um Estado nacional independente e a partir disso elaborasse planos para dominar o mundo, através do uso de armas, do enfraquecimento econômico e da conquista territorial. Sua base encontra-se no livro O Estado Judeu, escrito por Theodor Herlz, traduzido para o inglês em 1896. Muitos sionistas também se encontram na grande mídia, talvez vindo daí o motivo dela atribuir ao Hamas a culpa pelos ataques israelenses à Faixa de Gaza. Necessário se faz esclarecer que o sionismo não se trata do judaísmo como um todo. No entanto, a desculpa da legitima defesa serve ao mais bárbaro ato bélico e desumano que Israel impõe aos palestinos, atitude frequente desde o fim da II Guerra Mundial.

A opção dos povos árabes de não terem participado das Guerras Mundias permitiu a circulação livre de tropas britânicas pelo Oriente Médio, o que culminou na transformação da atual região dos conflitos em um protetorado daquele país. Eis que com a II Guerra Mundial, sionistas estabelecidos na Grã-Bretanha passaram a comprar terras dela no Oriente Médio e para terem naquele lugar o estabelecimento em massa de adeptos da religião judaica, propagandeavam que não havia habitantes naquele lugar, isso quando não valiam de ações terroristas contra a própria Grã-Bretanha.

Surgiram então os conflitos, pois comprava-se terras num lugar onde já havia habitantes. Para acelerar o processo de ocupação, os sionistas criaram as organizações terroristas Stern, Haganah e Yrgun, responsáveis por executarem massacres aos palestinos que recusassem a vender sua terras diretamente. Um desses foi o de Deir Yassin, vila localizada a 5,5 Km de Jerusalem, quando no dia 9 de abril de 1948, paramilitares, a mando do futuro primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, assassinaram sumariamente, em poucas horas, cerca de 250 palestinos que ali viviam (homens, mulheres, crianças e idosos).

O massacre de Deir Yassin é uma amostra do desrepeito sionista à resolução da ONU publicada no dia 29 de novembro de 1947, a qual recomendava a criação de dois Estados: um palestino e um judeu. Entretanto, a partilha inicial tornou-se prejudicada com a invasão de paramilitares sionistas em terras destinadas à formação do Estado palestino. Após tais invasões e atos terroristas, no dia 11 de maio de 1949, através da resolução 273, a Assembléia Geral da ONU decide aceitar o Estado de Israel.

Mas por que o Estado palestino não foi criado, da mesma forma que o Líbano, Síria e Jordânia? Desde o início do século XX, os palestinos se encontraram sub-jugados à ocupações imperialistas, primeiramente pelo Império Otomano, até o ano de 1918 e depois pelo Império Britânico, até 1948. Depois disso, vale o discorrido anteriormente neste texto.

Desde a criação de Israel até os dias atuais, os palestinos vivem sob a ação militar indiscriminada de um Estado que não respeita qualquer resolução da ONU acerca da ocupação territorial exercida ilegitimamente
, especialmente a 242, de 22/11/1967, que exige a retirada de Israel dos territórios palestinos ocupados pela guerra daquele ano, assim como a Resolução 237, de 14 de junho do mesmo ano, que garantia o direito dos palestinos retornarem aos seus locais de origem, abandonados por motivos causados pela Guerra dos Seis Dias. Essas seriam, digamos, as resoluções mais importantes, pois muitas outras foram desrespetadas ao longo deste seis séculos de conflito, bem como a Convenção de Genebra, quando Israel, na semana passada, atacou duas escolas em território palestino administradas pela ONU, as quais abrigavam civis refugiados.

Muitos outros fatos acerca da infeliz relação "desrespeito aos direitos humanos - invasão à Faixa de Gaza" poderiam ser mencionados, mas sejam lá quais eles forem e no que consistem detalhadamente, o essencial é que a mais nova ofensiva israelense sobre um povo desarmado, o que ocorre desde o fim da II Guerra Mundial, configura um fato histórico que somente cessará caso Israel e a comunidade internacional reconheça a legitimidade palestina de criar o seu próprio Estado. Do contrário, estaremos fadados a assistir silenciosamente, na era da informação rápida, o holocausto de um povo sem Estado que se defende com pedras, principalmente quando concordamos com as inverdades da grande mídia de que o grande culpado de tudo é o Hamas.

Assim como em tempos de Guerra do Vietnã o mundo se sensibilizou e muitas pessoas diziam"somos todos vietnamitas", hoje a palavra de ordem no mundo, contra o maior e mais covarde atentado militar de Estado aos direitos humanos é "somos todos palestinos".

Lucas Rafael Chianello, pela criação do Estado palestino e o fim da violência de Estado no Oriente Médio, além da grande mídia.