quarta-feira, 27 de maio de 2009

INFORME CULTURAL

Ciclo de Oficinas Juventude e Cidadania
Religiosidade e Religiões Populares.
Círculo de Cultura

Prof. Dr. Ronaldo Salles
Universidade Federal da Bahia – UFBA
Profa. MSC. Maria José de Souza
Professora Aposentada e Pesquisadora em Religião

A Associação Cultural Juventude e Cidadania – ACJC, em parceria com o Instituto Cultural Companhia Bella de Artes promove, há 3 anos, o Projeto “Ciclo de Oficinas Juventude e Cidadania” e dando início às atividades deste ano, a oficina será ministrada pelo Professor Ronaldo Salles, da UFBA e Maria José de Souza, professora de Poços de Caldas. Os dois pesquisadores já publicaram livros sobre religião, sendo especialistas no estudo das religiões ditas “populares”.

A oficina acontece neste sábado, dia 30 de maio, a partir das 16hs no Teatro Nicionelly de Carvalho, na Cia. Bella, Rua Prefeito Chagas, 305, andar PL. A entrada é franca e aos participantes, estudantes e público em geral que participar das oficinas será ofertado certificado de participação.

Participe! Divulgue!

Maiores informações: (35) 3715 5563, Cia. Bella ou (35) 8836 5206, com Diney Lenon de Paulo.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

terça-feira, 26 de maio de 2009

SUGESTÕES PARA A CPI DA PETROBRAS

A nova cartada da oposição despolitizada ao Governo Lula é a CPI de uma empresa que ela transformou em sociedade de economia mista. Mera coincidência tal investigação parlamentar vir à tona num momento em que a Ministra Chefe da Casa Civil sobe nas pesquisas de intenção de voto para as eleições do ano que vem.

Anteriormente à pasta atual, Dilma Roussef ocupou o Ministério das Minas e Energia. Liderou, portanto, a instituição pública responsável pela recuperação da capacidade operacional da Petrobras, que se encontrava num processo de sucateamento no governo FHC. Ou seja, como a proposta política neoliberal da oposição se materializa em algo que começa a viver seus primeiros dias de falência definitiva, resta se valer de CPIs que tenham o objetivo único de produzir argumentos policialescos contra o Governo Lula.

Entretanto, já que a única finalidade da oposição despolitizada é promover a brincadeira maniqueísta do mocinho e do bandido no Congresso Nacional, este blogue sugere um outra brincadeira: a máquina do tempo do Dr. Brown, do filme De volta para o futuro.

Primeiramente, seria interessante a abertura de uma licitação para a compra da máquina do tempo. Depois, voltaríamos a anos atrás e investigaríamos o motivo pelo qual a Petrobras deixou de ser uma petrolífera estatal para se transformar numa sociedade de economia mista. De quebra, poderíamos assistir à sessão plenária do Congresso Nacional que aprovou a Emenda Constitucional nº 9, de 09/11/1995, a qual sepultou o monopólio estatal do petróleo e passou a permitir à União contratar com terceiros internacionais diversas atividades referentes à pesquisas e exploração deste recurso natural.

Em artigo publicado na Revista do Advogado, edição nº 99, páginas 37-41, entitulado de "Os 20 anos sofridos da Constituição de 1988", o renomado professor e jurista Celso Antônio Bandeira de Mello assinalou com maestria: "Tudo isso foi escrupulosamente cumprido nos oito anos de governo que precederam ao do presidente atual, com o aplauso unânime da grande imprensa que emprestou então ao Chefe do Poder Executivo um apoio incondicional".

Não o suficiente, poderíamos investigar e apontar os responsáveis pelo envio de tropas militares às refinarias da Petrobras quando da greve dos petroleiros, também em 1995, assim como a tentativa de privatização da nossa petrolífera nacional, que passaria a se chamar Petrobrax. Por fim, que tal investigar como exatamente ocorreu o afundamento da plataforma P33, em 2001? É... parece que é uma boa essa CPI, se nossas sugestões forem acatadas.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

Para saber mais sobre a CPI da Petrobras (matérias simplesmente imperdíveis):

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O PRESENTE DE ANIVERSÁRIO DE MARX

O marxismo é a filosofia insuperável de nosso tempo
Jean Paul Sartre

No último dia 5, o filósofo alemão e teórico do socialismo científico Karl Heinrich Marx estaria completando 191 anos se estivesse vivo. Este blogue tornou-se viciado em contextualizar a política tendo como de partida a queda do Muro de Berlim e mesmo tentando ao máximo evitar este vício, não haverá como fugir da regra desta vez.


Marx: comemorando aniversário rindo na tumba

Após a queda do muro e do chamado socialismo real no leste europeu, Marx era dado como morto, pois seu projeto de sociedade igualitária ruiu justamente no país que mais o defendeu no séc. XX: a União Soviética. A imposição do neoliberalismo e sua opção política consistente em negar a própria política fez o Estado tornar-se assunto de gestão privada e nada mais, o que, consequentemente, causou um "abafa" na discussão política em si.

Entretanto, a idéia de Estado mínimo, de não intervenção na economia e a ausência de políticas públicas à população menos favorecida resultaram em escancaradas realidades sociais precárias e deploráveis. E quando perguntaram o motivo da existência dessas realidades, somente duas pessoas tinham a resposta: Marx e Engels. A essa altura, já não adiantava mais o discurso de que Marx havia caído junto com o Muro de Berlim, pois na Inglaterra, em 2005, o autor de O Capital havia sido eleito o maior filósofo de todos os tempos numa pesquisa realizada pela rede de TV BBC. Tudo isso dentro de um país ferrenho defensor do neoliberalismo, que teve na Premiê Margareth Tatcher sua maior apóstola.

Mais ainda não era o bastante. Necessitava-se de algo maior que de uma vez por todas materializasse o marxismo como a fênix que renasce das cinzas e a atual crise, deflagrada a partir da concessão de crédito fácil para a compra de imóveis no mercado estadunidense, fez questão disso. É insuficiente, inclusive, compreender que a economia deve se basear em produção e não na especulação e que as reservas estatais salvarão as economias do mundo. Muito pelo contrário. Os bônus dos acionistas das grandes corporações não diminuíram, enquanto trabalhadores têm seus salários dimimuídos através de convenções coletivas ou são mandados embora. Revela-se somente o poder de chantagem do capital financeiro sobre os Estados, ao passo em que se cria a necessidade de maior produção por um preço menor da mão de obra, devido à diminuição da margem de lucro.

Todas estas análises citadas fez de O Capital o livro mais vendido na Alemanha, berço de Marx, enquanto os economistas participantes do Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, na Suíça, tiveram, diante da crise, admitir que não sabiam nada. Os mesmo que se esforçam até a última gota de sangue para sistematicamente negarem Marx.

Ainda não é o bastante. Descobriu-se com a crise o quanto Marx era fundado ao criticar o capitalismo e seu presente de aniversário, no atual contexto, não poderia ser melhor. É preciso descobrir agora o quão fundado é o seu projeto de sociedade para que finalmente seja eliminada da face da Terra a exploração do homem pelo homem.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.