domingo, 28 de março de 2010

INSTITUTOS DE PESQUISA: OS NOVOS INIMIGOS DE DILMA

Recentemente, uma reunião no Instituto Millenium, em São Paulo, terminou com uma deliberação bem curta e grossa: a grande mídia deve, de qualquer jeito, impedir a vitória de Dilma Rousseff. Para que o objetivo seja cumprido, vale tudo de agora em diante, afinal, não existe no Brasil uma diferenciação entre liberdade e libertinagem de imprensa.

Tal deliberação já teve seu primeiro cumprimento. Numa pesquisa de preferência eleitoral divulgada ontem, noticiou-se que o (des)Governador de São Paulo, José Serra (PSDB), teria ganhado fôlego na corrida presidencial contra a Ministra Chefe da Casa Civil e a diferença, que nas pesquisas anteriores era de aproximadamente quatro, cinco pontos percentuais, agora chegou a nove pontos (36 a 27%). A pesquisa foi realizada pelo Datafolha, instituto de pesquisa de opinião pública da Folha de São Paulo (ou Força Serra Presidente), o mesmo jornal que meses atrás publicou em seu editorial a ideia de que no Brasil não houve uma ditadura entre 1964 a 1985, mas sim uma ditabranda. Tudo dentro da coerência de um meio de comunicação que emprestava seus carros para os homens da caserna torturarem e matarem os que se opunham ao regime militar.

Importante ressaltar também que a pesquisa foi divulgada um dia depois do magistério paulista ser agredido pela polícia militar ao manifestar suas reivindicações. Também nada mais coerente. Conforme os estudos de conclusão de curso do responsável por este blogue, a concepção fascista (ideologia política dos partidários de Serra e da Folha Ditabranda) acerca da greve é que ela é um recurso social nocivo contrário ao superiores interesses da produção nacional, nos mesmos ditames da Carta Constitucional de 1937. Portanto, deve ser reprimida com força policial e militar, da mesma forma que FHC fez na greve dos petroleiros, em 1995.

Para a Folha Ditabranda é normal períodos de exceção, bem como a repressão policial ao exercício de direitos sociais e constitucionais. Logo, para ela a população também apoia a repressão a estes direitos e por pensar igual a ela, em tese votaria no candidato dela.

Obviamente que as eleições presidenciais não estão ganhas. A maior maneira de se perder eleições é cantar vitória antes da hora, trabalhar com confiança excessiva, salto alto e guarda baixa. Na verdade, enquanto as urnas não são apuradas, não se pode falar nada. Da mesma forma que Juan Manuel Fangio dizia que "carreras son carreras" (corridas são corridas), eleições são eleições.

Entretanto, a pesquisa do Datafolha Ditabranda, publicada um dia após a repressão policial de uma greve, dias depois de uma ordem à batalha política-midiática a qualquer custo, é a primeira amostra do sadismo midiático para alavancar a candidatura de Serra. Os episódios da eleição de Brizola ao governo do Rio, em 1982, quando a Globo declarava a derrota dele e a manipulação do debate entre Lula e Collor, em 1989, estão aí para demonstrar que a imensa maioria dos institutos de pesquisa de opinião pública, prestadores de serviço da grande mídia, podem ser uns dos grandes aliados do PiG, o Partido da Imprensa Golpista.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

Para saber mais sobre as mentiras da Folha Ditabranda:

QUEM ACREDITA NA FSP (FORÇA SERRA PRESIDENTE)?
O DATAFOLHA, OS PROFESSORES E O MUNDO BIZARRO DE SERRA
DATA-DA-FOLHA VEM AÍ. MAURÍCIO DA CARTA TAMBÉM

Em tempo: o colunista da Folha Ditabranda, Kennedy Alencar, admitiu que sem a pesquisa do Datafolha Ditrabranda, clima do lançamento da candidatura Serra seria de velório. Abaixo a inocência de que é mera coincidência.

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