terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CALUNIADA PELO OCIDENTE POR SER SOBERANA

Anunciada a morte de Kim Jong Il, líder coreano popular, a grande mídia tratou, imediatamente, de divulgar suas calúnias por aí. Muito provavelmente, nos próximos dias veremos um absurdo maior do que o outro quando o assunto em pauta se tratar da Coreia Popular. Entretanto, o primeiro requisito para criticar é ter conhecimento de causa.

A Coreia Popular não deve nada a ninguém. Do mesmo modo que outros países, historicamente a Coreia Popular enfrentou seus problemas de frente depois de ter "comido o pão que o diabo amassou", como dizemos do lado de cá. Errou, acertou e diante das circunstâncias, tomou em suas mãos as rédeas da carruagem de sua história e se reergueu autodeterminada e soberana.

Os maiores opositores da Coreia Popular não tem qualquer moral para desdenhar do país. Dizem que lá tem fome, opressão, desrespeito aos direitos humanos, mas por um revanchismo puramente babaca, sonham mesmo com a Coreia da forma que ela era antes de sua revolução: um sorvedouro de prostitutas para os exércitos invasores.

Na verdade, se critica por criticar, para apurrinhar mesmo, encher o saco. Criticaram assiduamente o centro avante Jong Tae Se na última copa em razão do seu copioso choro antes de iniciar a partida contra o Brasil, assim como se veiculou que em razão do pífio desempenho, os jogadores seriam punidos severamente com trabalhos forçados em minas de carvão. Entretanto, de uns tempos pra cá não se vê nenhum jogador brasileiro vestir a amarelinha com orgulho de representar o país nos gramados do mundo, mas sim com o intuito de saber quanto a Nike, a Seara, a Vivo e o Itaú darão como premiação. Enquanto isso, chove denúncias na Justiça e no Ministério Público do Trabalho do crime de redução à condição análoga de escravo nos latifúndios, carvoarias e canaviais dos nossos rincões.

Num país cristão como o Brasil, constantemente se passa através da grande mídia uma imagem satanizada da Coreia Popular. Um país em tese militarizado que não concede aos seus cidadãos o mínimo direito humano de liberdade de expressão. Enquanto isso, aqui no Brasil, assim como na própria Coreia do Sul, manifestações sindicais e estudantis por melhores salários e condições de trabalho são duramente reprimidas pela polícia. Achincalham constantemente a Coreia Popular por ela supostamente se utilizar da força castrense para reprimir cidadãos, mas é aqui no Brasil que reitor de universidade, que manda a polícia descer o cacete em estudante, se posiciona contra a indenização dos crimes cometidos pela ditadura. Quem na grande mídia chamou atenção a isso? Quem, na verdade, necessita de aulas de democracia?

Após a Guerra da Coreia, a Guerra Fria, e a Queda do Muro de Berlim, a Coreia Popular passou por uma grande provação histórica: manter-se socialista e seguir seu próprio caminho em meio a morte de seu maior expoente histórico, Kim Il Sung, o Grande Líder. Desta vez, estamos num mundo em ebulição diante de uma crise internacional do capital financeiro (principalmente dos EUA e zona do euro), de uma construção progressista da América Latina, da Primavera Árabe e da transição Líbia pós assassinato de Kadafi pelas tropas da OTAN. Dentre tudo isso, caberá mais uma vez ao povo coreano popular escolher qual o caminho irá seguir, com a mesma bravura, independência, soberania e autodeterminação de sempre. Escolher pela continuidade do socialismo e defender arduamente suas conquistas populares é a melhor forma de demonstrar que o esforço e morte de Kim Jong Il não foram em vão.

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

Para saber mais sobre a Coreia Popular: