sábado, 14 de abril de 2012

10 ANOS DE ESPERANÇA: UM MERO TESTEMUNHO

Uma vez que nos dispomos, até mesmo com nossas próprias vidas, a sermos todos construtores de uma sociedade mais justa e igualitária, nos miramos em inspirações que reforçam nossos sonhos. No caso deste que vos escreve, há sim muita admiração por Fidel, Lula, Mujica, Evo e inúmeros outros líderes que conduziram processos políticos que mudaram algo na vida dos mais pobres, em maior ou menor escala. Porém, no coração deste que vos escreve, Hugo Chávez ocupa um lugar especial.

Há 10 anos, ainda com internet discada, sem redes sociais, blogues e agências progressistas de notícias, o infeliz PiG ainda era o grande fornecedor de informações. Tinha de se ler muito, mas muito mesmo nas entrelinhas, para concluir que determinado processo político era progressista e revolucionário. Eu tinha 16 anos, estava me formando politicamente, optei pelo socialismo e já tinha a consciência da necessidade de se lutar contra o imperialismo. Vivíamos uma vitoriosa campanha contra a indecente ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), seguida da também vitoriosa campanha que finalmente nos deu a chance de ver O Metalúrgico na Presidência. Enquanto isso, um "populista" era vítima de um golpe de Estado num país que só era destaque na imprensa desportiva quando clubes brasileiros iam pra lá disputar partidas da Libertadores.

Eis que então, de uma forma ou de outra, passávamos a ter notícias de que Chávez, em seus discursos latinamente inflamados, utilizava os recursos do abundante petróleo venezuelano para desenvolver políticas populares, bem como tinha no neoliberalismo e nos EUA seus grandes inimigos. Nisso tudo, um referendo acabara de promulgar uma nova Constituição. Estava em curso a Revolução Bolivariana.

Em meu íntimo, a então desconhecida Revolução Bolivariana era a resposta de que não estávamos sozinho. Era e é possível governar de forma democrática e popular, junto ao povo, por mais que isso custe mentiras diárias nas páginas e vinhetas dos jornalões da grande mídia que, na verdade, estes sim preferem a ditadura. Em suma, era e é possível sim levar adiante um projeto político alternativo ao neoliberalismo, é possível sim construirmos o socialismo do século XXI.

Na época dos fatos ainda havia um pacote básico de TV por assinatura em casa. Num domingo recebi uma ligação telefônica, pois na TV Senado estava passando o maior flagrante de golpes de Estado: A Revolução Não Será Televisionada. Dali em diante não havia mais dúvida de que a direita venezuelana, apoiada pelos grandes meios de comunicação e pelos EUA,havia tentado derrubar um Presidente legitimamente empossado. Enfim, há fatos e protagonistas que nos enchem de esperança e vontade para fazermos todos os nossos esforços no sentido de construir nossa tão sonhada sociedade de iguais. Quando vi pela TV, aos meus 16 anos, naquele 14 de abril de 2002, Chávez sendo reconduzido à Presidência da Venezuela, tive a mais absoluta e eterna certeza de que nossos sonhos estão mais vivos do que nunca. Sou privilegiado por viver e testemunhar esta façanha.

Obrigado, Hugo Chávez!

Lucas Rafael Chianello, além da grande mídia.

Para saber mais sobre o dia 14 da abril de 2012:



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